segunda-feira, 28 de março de 2016

Mimese cia de dança-coisa expande seus experimentos

O Mimese funcionará em 2016 como uma ação de Extensão da UFRGS. 
Os trabalhos ocorrerão, inicialmente, na Sala 209, nas segundas-feiras, das 14h às 18h, a partir do dia 04 de abril de 2016.

Inscrições / Seleção

Os dois primeiros meses de trabalho serão destinados à seleção dos 15 bailarinos que participarão efetivamente do projeto, no decorrer do ano. Os interessados em participar podem encaminhar e-mail a lupaludo@terra.com.br

Acredita-se que essa "seleção" será feita de maneira orgânica e natural, em acordo às afinidades das pessoas com a concepção do Mimese.

O projeto se destina a pessoas que já têm experiências em dança; poderão participar professores, acadêmicos, egressos do curso de Dança da UFRGS, bem como de outros cursos de Dança do Estado; e bailarinos da comunidade em geral.

Objetivo

Com o objetivo de proporcionar espaço e tempo para a reflexão e a construção de movimentos, os quais serão trabalhados em aula e se desdobrarão em composições coreográficas, performances, instalações e outras formas de arte, o Mimese retoma e expande suas atividades em grupo neste ano.

Breve histórico

Dirigido por Luciana Paludo, desde sua criação em 2002, na cidade de Cruz Alta, o "Mimese cia de dança-coisa" é uma ideia que iniciou por uma proposição de Luciana, quando era professora do Curso de Dança da UNICRUZ; essa ideia encontrou respaldo da então coordenadora do Curso de Dança da UNICRUZ, Carmen Anita Hoffmann, bem como de artistas que moravam em Cruz Alta na ocasião - os quais estavam envolvidos com o referido curso. Entre esses artistas destaca-se Janaína Jorge (em memória), Rubiane Zancan, Katia Kalinka, Wilson França, Letícia Guimarães, Igor Pretto, Carla Furlani, entre outros colaboradores. O Mimese nasceu como um Projeto de Extensão da UNICRUZ em 2002; em 2004 se tornou um grupo independente. Como grupo, recebeu vários prêmios, tais como o "Klauss Vianna de Dança - 2006" e "Caravana Funarte de Circulação Nacional - Dança - 2007", do Ministério da Cultura / FUNARTE. Tem em seu repertório obras de Mario Nascimento, Luciana Paludo, e Janaína Jorge.


Nesta foto, a identidade visual de "Os humores do poeta", na ocasião da Caravana FUNARTE de Circulação Nacional (2007)
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"Além disso" (2002/2003) de Mario Nascimento
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"Semelhanças" (2002-2004) de Luciana Paludo


sábado, 19 de março de 2016

Em 2016, um novo projeto: Luciana Paludo convida...

                                                      Foto: Marcelo Cabrera [na Casa Frasca]


Luciana Paludo convida...

Lançamento do Projeto na 12ª edição da Mostra Movimento e Palavra [https://www.facebook.com/MostraMovimentoEPalavra/], no dia 20/03/2016, 19h - Sala 209, Usina do Gasômetro.

Este projeto traz para a cena e busca colocar em jogo a pesquisa de movimento em dança da bailarina Luciana Paludo com um bailarino convidado, a cada edição [é uma das ações de um Projeto denominado "Pesquisa de linguagem autoral em dança"]. Ao longo do ano de 2016 estão previstas 8 apresentações na Sala 209 - e outros lugares possíveis.  O objetivo é que a cada encontro esteja em jogo diferentes linguagens autorais que, ao serem desafiadas na mesma cena, encontrem modos de se (re)significarem; justamente pelas influências que o trabalho em colaboração pode exercer na criação em dança.

De certa forma, este projeto coloca em movimento o conceito do espetáculo ‘Os humores do poeta’, idealizado e dirigido pela bailarina Luciana Paludo, entre os anos de 2005 e 2009 – e apresentado em várias cidades do Brasil, através dos Prêmios Klauss Vianna (2006) e Caravana de Circulação Nacional Dança da FUNARTE (2007); Porto Alegre em Cena (2008), Porto Verão Alegre (2008) e outras produções independentes realizadas pelo Mimese cia de dança-coisa e pelo Coletivo de Dança da Sala 209 (2009). Nesses anos foi possível contracenar com diversos artistas, tais como, Elke Siedler, Eduardo Severino, Daggi Dornelles, Mario Nascimento, Marila Velloso, Janaína Jorge (em memória), Paula Krause, Pedro Rosa Paiva, Tatiana da Rosa, Luciano Tavares, Andréia Spolaor e Letícia Guimarães.
O interessante desse sistema de trocas e trabalho é “contaminar o modo de mover”, pegar de surpresa os padrões de movimento que, facilmente, ficam “viciados” em mesmas configurações. O encontro com outros modos de mover deixa o corpo em alerta e, muitas vezes, um mesmo movimento encontra outro caminho, outro peso, outra velocidade; outras maneiras de se relacionar com o espaço.

Luciana Paludo convida... trará a cada edição, logo após ao espetáculo, um “exercício” que irá provocar os corpos e os pensamentos para a pergunta “o que move meu corpo até ele chegar à cena?”. Então, os artistas inventarão suas respostas e compartilharão isso com o público, convidando os que tiverem dispostos, a experimentar movimentos. 
Metodologia de trabalho: No mês do espetáculo, o qual pretende ser realizado no último final de semana de cada mês, os artistas definirão as maneiras de se encontrar para realizar a criação; isso faz parte da proposta e do processo.
Para a edição 2016 estão previstos encontros com os seguintes artistas:
Airton Rodrigues (Curitiba) mês de março; Douglas Jung (POA) abril; Diego Mac (POA) maio; Eduardo Severino (POA) junho; Elke Siedler (Florianópolis) agosto, Carla Vendramin (POA) setembro e mais dois artistas a serem definidos durante o ano, para as edições de outubro e novembro.


Ficha Técnica:
Concepção coreográfica e dança: Luciana Paludo, com colaboração, a cada edição, do bailarino convidado.
Criação e operação de luz: Kyrie Isnardi
Colaboração na trilha sonora e discussões: Marcelo de Andrade Pereira
Criação e colaboração no figurino: Thiago Rieth

Produção: Ana Paula Reis e Mimese cia de dança-coisa
Apoio: Eduardo Severino Cia de Dança / Projeto Usina das Artes / Coletivo de Dança Sala 209.


Programação do 1º semestre

Dia 20/03/2016, o bailarino Airton Rodrigues será o artista convidado:


Em abril, o bailarino Douglas Jung (data a definir)

Em maio, o bailarino Diego Mac (data a definir)

Em Junho, o bailarino Eduardo Severino (data a definir)


quarta-feira, 2 de março de 2016

Sobre mobilidades

Sobre mobilidadesou, palavras que me tiram da cama

Foto Zeca Ricetti


Quero amaciar a minha alma...
A carne se torna macia – e a pele também, se a alma fica porosa e maleável.
Porosa e maleável...
Seriam essas as características de uma coisa macia?
O que é alma? Que desígnio é esse?
Mais do que tendões e músculos, sou desejo.
Embora a ciência de cada localização/função de meus feixes longos e duros, amaciados pelo tempo e o trabalho.
O tempo e a persistência amaciaram a carne.
Nem tanto pela persistência, mas, pelo processo de mobilidade que transcendeu e tirou do limbo...
A alma (quer chamar de outra coisa?).
Seguirei a nomear alma,
Isso que me move à expressão

E a expressão é um desejo de mundo.
é forma, com seus componentes transitando, em valor e velocidade cambiáveis.
Hoje acordei pensando que não queria apenas uma alma macia, quiçá uma carne.
Quero uma pele e um espaço circundante macio - que acolha a pele.
Que esse espaço e essa alma/carne se desdobrem em vontade e generosidade, um com o outro.
E assim, possa acolher o meu desejo de ser/estar/manifestar: dançar.

Esse manifestar se dilui, em partículas coloridas e se espalha no ar...
Até migrar para os olhos do outro...
E, do olho, vai à alma/carne do outro.
Migra em velocidade fugaz
Corre e percorre as artérias;
Pulsa.
E então, as partículas traem
Aglomeram-se com outras – daí o milagre, a troca
O sentido.
Da alma que se tornou macia,
Avolumou-se e fez alvoroço o espaço.
Alma lúdica.

Sinto um flanar
Como se o peso se amainasse
E a gravidade fosse generosa
E os pésoutrora de chumbomesmo em suas grandes dimensões, ficam leves, pois que a terra merece leveza.
Peso é um fator relativo,
Assim como aquilo que nos fere ou agrada.

Que tempo é esse que me agrada?
De ser e amaciaresse é o tempo.
De generosidade e vontade.
Que vontade é essa, que não cessa?
De ser e amaciar – essa é a vontade.
E para a generosidade?
Repita o refrão.

Luciana Paludo,

Poema composto em 21/02/2008, de manhãzinha...
*Revisado em 02/03/2016, na intenção de iniciar o compartilhar da criação poética escrita que tenho guardada.




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um pouco da história do Mimese cia de dança-coisa

        Em 2002, na cidade de Cruz Alta, por ocasião de estar trabalhando no Curso de Dança da UNICRUZ, a bailarina Luciana Paludo cria o Mimese cia de dança-coisa. Mais do que um grupo, ou uma companhia de dança, o "Mimese..." (leia-se Mímese) é um modo de operar; um conceito operatório. Em sua concepção inicial, era um lugar para que professores, acadêmicos e egressos do Curso de Dança da UNICRUZ realizassem pesquisas de movimento e as testassem em configurações estéticas. O elenco inicial do Mimese era composto por Rubiane Zancan, Wilson França, Janaína Jorge, Katia Kalinka, Vanessa Steigleder, Carla Furlani e Luciana Paludo. Depois, Cris Martel passou a integrar o elenco. Também era um espaço para que algumas produções dos acadêmicos do Curso de Dança, os quais não faziam parte do elenco, experimentassem suas primeiras composições - como foi o caso de Thiago Amorim, Tavane Santa Catarina, Diogo Kronbauer, Annie Heinsfeld, Igor Pretto, Anelise Prestes e Letícia Guimarães; esses três últimos passariam a integrar o Mimese em 2006; Thiago e Diogo colaborariam em apresentações do Mimese, também no ano de 2006. É importante salientar que em sua fase inicial, o Mimese contou com o apoio incondicional de Carmen Hoffmann, que era coordenadora do Curso de Dança, na época em que o grupo foi criado. Ao longo de sua trajetória, o Mimese contou com a colaboração de vários artistas e isso será mencionado no decorrer desta postagem. A seguir, vale conferir um pouco da trajetória de Luciana Paludo, uma vez que o Mimese é um dos desdobramentos, uma das invenções que tem marcado a sua existência dedicada à dança...

       Luciana teve sua base de formação no ballet clássico e na dança moderna / contemporânea; em sua graduação, Bacharelado e Licenciatura em Dança (Curitiba, 1987-1990), seus aprendizados passaram pela estética e história das artes; pela cinesiologia e pela fisiologia; pela composição coreográfica; pela prática da improvisação e pela Ideocinese, a qual era praticada nas aulas de ballet clássico. No mesmo tempo em que realizava sua graduação, também cursou a Escola do Teatro Guaíra. Voltou ao RS em 1991 e começou seu trabalho de bailarina, professora e pesquisadora, de maneira autônoma; sua característica se delineou com os trabalhos em colaboração, inicialmente com seus alunos, depois, com outros artistas. Entre os anos de 1992 e 2000, criou e dirigiu do “Balé do INSA" - Instituto Nossa Senhora Auxiliadora - colégio que gentilmente emprestava o espaço para as atividades do grupo acontecer, em São Luiz Gonzaga. O Balé do INSA era uma Escola de Dança, na qual sempre houve um grupo de alunos que trabalhava, de forma intensa, todos os dias com Luciana. Coreografias como "Os exibidos" de Carmen Jorge e "Hall of mirror" de Eva Schul fizeram parte do repertório do Balé do INSA. Muitos de seus alunos se enveredaram para atuar como profissionais da Dança.

Você pode conferir a coreografia "Hall of mirror", dançada pelo grupo no link: https://www.youtube.com/watch?v=p_7ZllB0O48 .

     Os experimentos com o Balé do INSA levaram Luciana a iniciar um processo de pesquisa, docência, composição e interpretação de seus próprios movimentos; aos poucos, a relação entre a preparação corporal e o resultado coreográfico entrava em evidência. É importante salientar que desde que retornou de Curitiba, PR, para o RS, a preparação corporal diária sempre foi feita pela própria bailarina, em colaboração com seus alunos. Obviamente, sempre realizou cursos de aperfeiçoamento com outros professores, mas, o trabalho de manutenção, descobertas e desenvolvimento das possibilidades corporais, é feitos de maneira autônoma, todos os dias, há 26 anos. Entre os anos de 1999 e 2001, Luciana criou e interpretou solos curtos, os quais ela levou para festivais competitivos de dança - uma vez que circular sua produção, morando no Interior do RS, não era uma tarefa tão fácil. Obteve reconhecimento da crítica dos festivais e conquistou diversas premiações, entre as quais, duas vezes o 1º lugar, no solo contemporâneo avançado, no Festival de Dança de Joinville: em 2000 com a coreografia "Um piano só"; em 2001 com "Mesmo assim", trabalho que lhe daria a premiação de melhor bailarina do festival.

        Motivada pelas pesquisas de movimento, em 2002 criou o “Mimese cia de dança-coisa”, como um Projeto de Extensão da UNICRUZ. O Mimese desenvolveu linguagem e repertório; não somente Luciana coreografava, mas, os seus integrantes, os quais eram professores, acadêmicos e egressos do Curso de Dança da UNICRUZ. Também Mario Nascimento trabalharia com o grupo, coreografando “Além Disso” (conjunto); “Quem engana não ganha” (trio) e “Se a morte bater na minha porta, diga a ela que volte amanhã” (solo). Em 2006, no Projeto Casa Bild, idealizado pela coreógrafa Jussara Miranda, Luciana desenvolveu o trabalho “Um corpo bem de perto”, o que lhe renderia reconhecimento da crítica e três Prêmios Açorianos de Dança, em 2007 (melhor bailarina, coreografia e trilha sonora, em colaboração com Carolina Sulczinski). 

      Desde que havia ingressado no Mestrado em Artes Visuais (2004), começou a criar o conceito de “Os humores do poeta”; em 2005, por um trabalho em colaboração entre artistas de várias vertentes da arte, esse espetáculo surgiu pela primeira vez. Estreou no Teatro de Arena em Porto Alegre e contou com a colaboração dos artistas Amelia Brandelli, Paula Krause, Katia Kalinka, Daggi Dornelles e Tadeu Liesenfeld. "Os humores..." transitava entre a coreografia e a performance; ganhou incentivo do Prêmio de Circulação Nacional - Dança da FUNARTE, em 2007. Foi apresentado em diversas cidades brasileiras; em cada cidade havia um artista convidado, com o qual foi possível trabalhar, de maneira virtual e presencial, durante o mês da apresentação. As cidades que receberam o espetáculo "Os humores do poeta" foram: Porto Alegre, em sua estréia com o bailarino e coreógrafo Eduardo Severino; Florianópolis, com a bailarina e coreógrafa Elke Siedler; São Paulo, no Centro Cultural São Paulo, tendo como artista convidado o bailarino e coreógrafo Mario Nascimento; Curitiba, com a bailarina e pesquisadora Marila Velloso; Votorantin, SP, com os bailarinos Jeniffer Vieira e Rodrigo Chiba; e, novamente, em Porto Alegre, para o encerramento da Caravana, onde a colaboração foi feita com as bailarinas Daggi Dornelles e Janaína Jorge (em memória). Sempre contando com a presença da artista visual Paula Krause e com a colaboração, na trilha sonora do músico Pedro Rosa Paiva.

      Coreograficamente, a realização do projeto, como um todo, de “Os humores do poeta” movimentou toda uma maneira de lidar com a composição coreográfica da bailarina Luciana Paludo. E isso novamente influenciou a sua maneira de fazer e de dar aulas. A improvisação passou a fazer parte da cena – e das aulas; o inusitado; a coreografia não tão determinada; a performance. Ressalta-se que a improvisação sempre foi praticada pela bailarina, desde os tempos da faculdade; mas, nesse momento, a improvisação passou a ser uma "questão de composição". Todas essas questões tiveram influências, além dos artistas da dança, do convívio com artistas de outras áreas, durante o mestrado nas artes visuais; também, pelo fato de “abrir a cena para artistas convidados”, os quais colaboram para a ressignificação de modos de mover e, também, de pensamentos. “Os humores do poeta” era uma metáfora usada para sinalizar uma certa contradição estética, na obra de Luciana – ou, talvez, uma “falta de identidade e pertencimento” da bailarina. Oriunda do ballet clássico e da dança moderna, suas pesquisas de composição e seu exercício docente a levaram a sistematizar um modo de operar com a dança que tem relação com os preceitos contemporâneos de dança.

        Então, cada trabalho sempre esteve permeado pelas perguntas: “O que dançar? Como dançar? O que se pode levar à cena? Como lidar com as referências consideradas, por alguns pares da dança, “antigas” da dança moderna? Eram muitos conflitos, uma vez que as criações encontravam diferentes exigências de públicos... Havia o público “dos festivais”; o público “do espaço acadêmico”; o "público em geral da dança" e essa tríade já era mais que o suficiente para alimentar os conflitos e as discussões – sempre compartilhadas com o elenco do Mimese cia de dança-coisa.
        Desde 2007, até os dias atuais, o Mimese trabalha por projetos; convida outros artistas para atuar em colaboração e realiza produções independentes. Um dos últimos trabalhos em colaboração do Mimese é "Sala Vazia" (iniciado em 2013): o coreógrafo Diego Mac assina as imagens do vídeo, Pedro Rosa Paiva e Diego Poloni, a trilha sonora e o figurino é da bailarina e figurinista Laura Bauermann - para a concepção de Luciana Paludo. Veja o vídeo neste link: https://www.youtube.com/watch?v=wLJa230Vab4



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Uma aula virtual, no dia do professor...

Materiais de criação em arte: as ideias não caminham sozinhas
                                                     [Ou, “Pernas pra que te quero”]
Luciana Paludo

 Iniciei o dia do professor instigada, intrigada com uma certa constatação que, cada vez mais, se reformula em meus pensamentos, a respeito do ensino da criação em dança. Hoje é dia 15 de outubro de 2015, dia do professor. Como professora universitária no campo da dança, sendo minha área de concurso a composição coreográfica, nos últimos anos, uma de minhas funções tem sido estar como mediadora de atividades criativas, em diversas situações.
 Então, essa problemática sempre está ativa em meus pensamentos, uma vez que fico engendrando exercícios, modos de falar a respeito de coisas que possam deflagrar processos de criação. Certo, mas, essa é uma das vias desse trabalho; e posso dizer que tem sido uma via atenta, para detectar as demandas que vêm do outro lado dessa história. E, sim, para que possamos trabalhar em colaboração.
Hoje fui derrubada da cama pela inquietação; acordei com algumas frases pululando na mente. Ando encafifada com o processo, ou, com o caminho que temos que percorrer entre a concepção e a realização. Neste semestre especificamente, pelo motivo de ser a professora titular da disciplina Produção Cênica. A produção cênica em dança observa inúmeros elementos e fatores, os quais estarão relacionados entre si, no momento em que nos propomos a compor uma obra em dança: os corpos dos bailarinos, as ideias para deflagrar composições coreográficas, as concepções de cenografia e figurino, a concepção e o desenho de luz, o pensamento e as preocupações a respeito do espaço em que isso será mostrado; a produção para viabilizar um lugar, um dia, para trazer a público tanto empenho; a produção de releases, cartazes e textos de divulgação; os orçamentos e recursos financeiros para viabilizar a produção [o que nos direciona ao campo da gestão]; o diálogo com os técnicos, com a crítica, com os produtores culturais. Enfim, se faz necessário uma atenção constante ao que constitui essa ‘teia da produção’, ou, ainda, essa “cadeia”, sim, porque esses fatores se interligam, operam em tensões diversas e em diálogos.
 Hoje, gostaria de chamar a atenção para a relação concepção X realização. Trocando em miúdos, entre a ideia e o desejo de produzir algo – e que isso ganhe um status cênico – e esse algo se tornar alguma coisa que tenha condições de ser viabilizado para públicos diversos, existe um caminho a ser trilhado. Então, é preciso inventar os mapas, sim; mas, é muito necessário que se visite alguns mapas já feitos por outras pessoas...
 Volto a uma frase do título deste pequeno ensaio: “as ideias não caminham sozinhas”. O que tenho observado em minha vida artística, migra para as lentes que guiam os meus olhos no momento da docência. Sempre apostei no trabalho de corpo, para trazer à tona as minhas ideias e, no meu modo de dar aulas e de instigar a criação em dança, procuro conduzir as coisas nesse sentido [trabalhem gente, todos os dias, a coisa se faz por aí...]. Nesse sentido, do trabalho continuado, há uma presença que se faz a cada dia. Na mesma direção desse raciocínio, o que tenho detectado são espécies de ausências. E essas ausências se dão no seguinte sentido: uma falta de direção, de plano de trabalho, de “invenção” do como trazer à tona a ideia. De persistência e foco.
 Muitas vezes, concepções bem escritas, bem fundamentadas esbarram e tropeçam em corpos que não encontram tempo para refinar as intenções de movimento e fazer com que as ideias tomem a devida forma [e não estamos, todos nós, artistas contemporâneos, sofrendo pela escassez do tempo e dos espaços; das impossibilidades de reunir as pessoas nos mesmos horários para ensaiar – o que dificulta um plano de trabalho?]. Então, vamos supor que arranjemos tempo e espaço para construir um modo de trabalho, no intuito de realizarmos uma produção cênica. Nesse tempo-espaço de trabalho, chamaria a atenção para duas funções: a função direção de cena e a função preparação corporal. E isso tem a ver com a concepção, com aquilo que se quer – com aquilo que motivou o grupo a se reunir, ou, no caso de trabalho individual, a pessoa a organizar seu tempo-espaço para o trabalho. E isso, absolutamente, não significa que tenhamos algo a priori [hoje vou criar a respeito de uma plantação de melancia, por exemplo]. E aqui brinco com algo aparentemente absurdo para assinalar que a ideia pode ser qualquer uma, de qualquer ordem.
 O que nos levará à realização dessa concepção é uma capacidade de metaforizar, de transportar, de imbuir as ideias de células, de respiração, de ossos e músculos... Esse é o ‘material’ da dança. Mas, ele não é estático e esse movimento é um modo de proceder, um pensamento que se redimensiona, a cada dia de trabalho, pelas demandas que surgem, no ato de trabalhar. Quando digo que o corpo é o material da dança, de forma alguma não exponho isso no sentido de reduzir o corpo a um material. Escrevo assim no sentido de provocar e de trazer à tona essa discussão, para que possamos olhar para a qualidade de nossas realizações – e falar sobre isso, de maneira clara, sem rodeios.
 Uma direção cênica eficaz é aquela que trabalha em conjunto com o trabalho de corpo do bailarino [intérprete; intérprete-criador; performer] – escolha a designação que você se sentir pertencido. Ok, vejamos um exemplo: digamos que eu tenha um trabalho a partir da improvisação, que eu não tenha nada em mente a priori. Ora, o simples fato de eu me propor a fazer um trabalho a partir da improvisação já é algo que pode ser considerado um a priori. Não ter um tema específico não significa que estamos a esmo. Ao dançar e criar uma dança, me propondo que essa criação seja a partir de uma improvisação, já espero que meu corpo – pelo menos – esteja numa relação estreita de ‘saber de suas possibilidades’, bem como em diálogo não hierárquico com o espaço; que estejamos a nos construir, a nos influenciar [corpo e espaço] continuamente.
Tendo isso em mente, obviamente, já me imbuo de toda espécie de atenção possível. No meu caso, anos e horas a fio de trabalho diário com a dança, me conectam de uma maneira muito peculiar com o espaço interior-exterior - e [para falar com as palavras de José Gil] - o “espaço limiar”, a “trincheira” da pele se atiça ao responder a todo e qualquer sinal e estímulo. Diria que esse estado de atenção é o que nos possibilita a cuidar os espaços. Então, sinto que é possível partir dali, desse estado de cuidado; e que a atenção, nesse caso, já é uma espécie rara do que podemos considerar ‘auto direção’. Sim, no espaço-tempo da atenção encontra-se uma medida de como estar ali, portanto, de uma qualidade, de um modo especial de fazer cada movimento. E isso, à medida que desenvolvo a minha capacidade de composição / improvisação, também é trabalho de corpo. Quer dizer, no caso da pessoa que cria e dança, essa propriedade eu nominaria de “auto direção”.
 A auto direção, assim, seria uma propriedade de ‘saber-se’; momento de propriocepção operante, latente, vibrante. Dessa maneira, mesmo que se tenha algo a priori [um tema, uma narrativa, um motivo bem específico] para iniciar uma criação - e, também, mesmo que se tenha uma pessoa específica dentro da teia da produção cênica, para trabalhar a direção cênica e o trabalho de corpo dos bailarinos -, o próprio bailarino estará atuando junto, construindo junto; sendo coautor dessa construção corporal-cênica. Para além de qualquer denominação no programa [a respeito de quem é a autoria daquela obra], a qualidade do bailarino ter essa atenção [e realizar uma auto direção] o coloca como construtor de seu próprio corpo, de seu modo de trabalhar; de suas invenções para aproximar a concepção da realização, seja qual for a espécie de trabalho que estiver realizando.
 Ao fim e ao cabo, para quem assiste a uma dança, não importa muito se essa dança foi criada a partir de um tema, os se está sendo criada ali, naquele momento, a partir das propriedades da improvisação. Importa que haja troca, que haja uma respiração possível de se estabelecer em conjunto, entre quem faz e quem vê aquela dança. Importa o modo que aquele corpo maneja o espaço-tempo; a sua afetividade ali. Quem já esteve na cena sabe: a cena nos desnuda, por mais pesadas que possam ser as vestes, por mais ornamental que possa vir a ser a cenografia; por mais rebuscada que seja a iluminação. Quando iniciamos uma dança, temos que chegar até o seu fim. E a palavra fim aqui tem duplo sentido: o de finalidade e o de finalização. Ou seja, dizer sem muitas palavras ‘porque estou ali’ e conseguir chegar até o fim, naquele ato de dança.
Por último, quero instigar neste dia, como professora, aos estados de atenção possíveis. O que escrevo a respeito da dança sai de um corpo que busca estar atento; que vibra, a cada instante; que dança e constrói sua dança; que há, mais ou menos, 30 anos inventa modos de existir a partir de suas ideias, que teimam em virar dança. Com isso, posso dizer que ganhei um bom instrumental [uma parafernália de coisas] para “estar no papel de condutora” de processos de criação. O que espero, como professora? Ora, que essa via seja de mão dupla.
Vou parar por aqui que é chegada a hora de ir ao estúdio fazer aula; me aproximar um pouco de minhas intenções, não apenas de dança, mas, eminentemente, existenciais. Dedico este texto aos meus mestres, os quais me instigaram a prestar atenção na vida.


Lu, 15/10/2015.




sábado, 4 de julho de 2015

Sobre o tempo da delicadeza


Foto: Frank Jeske

Luciana Paludo

O tempo da delicadeza tem sido uma expressão que tem permeado os meus dias. Vou falar um pouco aqui, por palavras virtualmente escritas, do que se trata para mim essa expressão.
O tempo da delicadeza não está em saber como chegar aos espaços, ou saber quais palavras ou movimentos usar em cada situação. O tempo da delicadeza consiste em "estar preocupado e atento" aos modos pelos quais nos relacionamos com o mundo e com as pessoas. Como na vida, na arte da dança sempre haverá diferenças e defasagens entre intenção e gesto. Por isso a atenção, por isso o "estar preocupado como". O filósofo José Gil irá dizer que a dança vive da defasagem. Aquele gesto ou movimento que não foi possível de se fazer, num determinado dia, em uma determinada dança, é uma defasagem; mas, ao mesmo tempo, é o que alimenta o desejo de persistir.
Durante a semana que passou, uma frase se fez quase que matéria em minha mente; então, verbalizei a frase. Inicialmente, em voz cochichada, para mim. Depois, falei um pouco mais alto, apenas para formular o pensamento. Pensei que, ao falar em voz alta, a frase poderia se desdobrar em energia; se propagar pelo ar, na vibração daquele som. Agora, pela escrita, aqui, darei um corpo para minha frase-matéria: “eu não voltaria um dia sequer na minha vida, nem mesmo os dias extraordinários”. E, deixe-me trabalhar para desdobrar tudo que essa frase comportou, no máximo do que as palavras que seguirão puderem dar conta.

Os dias que já vivemos, inevitavelmente, foram dias de muito trabalho. Trabalho feito, energia despendida, lição aprendida. Se olharmos para o que passou, é para poder revisar e, também, para aprender um pouco mais – para trabalhar as defasagens. Olhar para o passado é diferente de viver no passado; desejar o passado ou não conseguir se desprender.
Não ter vontade de “voltar o tempo” pode parecer, a um primeiro momento, uma indelicadeza. Mas, asseguro que não é. É uma generosidade – é um tempo da delicadeza se fazendo hoje, como se, no nosso mais íntimo sentimento, fosse possível agradecer. E são várias as camadas que caberiam aqui, nesse acontecimento [agradecer]: o dia de hoje, prenhe de coisas a se fazer, aguardando o nosso empenho; o tanto que conseguimos nos superar, pelos atos já vividos; a soma das ações que já realizamos no mundo para cumprir nossa jornada – e me restrinjo agora a esses três aspectos.
Diria também que não ter o desejo de voltar “um dia sequer” em minha vida, não é um ato de desdém ao que passou. Não. Apenas tenho a sensação de que já trabalhei [pelo menos tentei trabalhar] o máximo que pude. Então, tem o dia de hoje, para persistir. Tenho estado muito sozinha para pensar essas coisas, mas, quando converso com meus filhos ou dou aula, essas formulações acabam por permear as minhas falas. E o pensamento vira matéria, do lado de fora [porque já era matéria, dentro].

Dia desses, em um dos encontros das aulas de “Estudos em composição coreográfica II”, no Curso de Licenciatura em Dança da UFRGS, onde trabalho, os alunos me perguntaram quanto tempo poderia ter o solo deles. Então, pensei e não demorou muito para surgir: O tempo da delicadeza. Eles riram e perguntaram o que era isso. Foi quando comecei a desdobrar a expressão que é um dito recorrente, quando queremos dizer, por exemplo, “o tempo necessário”. Mas, e como saber até quando ou quanto é essa medida do “necessário”?
Numa turma de 16 alunos, se cada um extrapolar o tempo ao mostrar o resultado de seu trabalho, não caberá todos em uma noite, mesmo tendo quatro créditos seguidos. O tempo da delicadeza talvez seja o tempo da não saturação; de dar a vez ao outro: dançar, falar, se posicionar no mundo. Na dança lidamos com a improvisação; alguns bailarinos, quando iniciam seus trabalhos com a improvisação têm medo, pois improvisar demanda decisões que deverão ser tomadas de maneira um tanto veloz; é arriscado. Outros gostam tanto de improvisar que se perdem em suas sensações. Geralmente estão descobrindo a delícia que é ter a autonomia de criar seus próprios movimentos, o que pode lhes gerar sensações boas. Nesse segundo caso é muito fácil perder o tempo da delicadeza: esquecer de que, por se tratar de um trabalho coletivo, a preocupação com o tempo, com o espaço e com o outro também é um exercício que deverá ser igual ou maior do que a criação de sua dança. Diria que é um reposicionamento constante; os lugares, assim, não são fixos.

Em nossas composições cotidianas – na dança ou na vida -, temos coreografias mais codificadas [nas quais temos que repetir alguns passos em uma certa ordem]; temos coreografias construídas a partir de improvisações [nas quais temos que compor instantaneamente, em acordo às demandas] e, ainda, para restringir apenas a três exemplos, temos as coreografias semiestruturadas [com partes fixas e com partes que nos requerem a improvisação]. Importante salientar que nos três casos citados acima, a invenção é um fator que sempre deveria estar operando.
Perdemos o tempo da delicadeza quando pensamos que as coreografias – na vida ou na dança – que são fixas ou codificadas não necessitam de invenção. Ora, o fazer novamente nos requer uma atualização. Ultimamente atualizamos os aplicativos, tão logo se anuncia uma nova versão. Mas, poderíamos nos perguntar: qual está sendo a qualidade de atualidade das nossas ações, no tempo-espaço-dentro-fora de nós?

Antes se falou em medidas; de qual seria a medida do “tempo suficiente”. Na verdade, é como fazer carapinha [uma receita com amendoins caramelizados que costumo fazer]. E o segredo da carapinha dar certo é o “ponto”, como dizem os quituteiros. O ponto da minha carapinha está em deixar o amendoim torrar dentro da panela, caramelizar com o açúcar –  o qual deve ter sua medida casada, em proporção com a água. Também é necessário um bom preparo físico [porque é, literalmente, um trabalho braçal] e outra dose excepcional de atenção. Sem o último quesito [a atenção], todos os ingredientes podem estar corretos, mas, a carapinha desanda. Explico: o açúcar tem que secar, depois de caramelizar; tem que baixar a chama... Tem que, ainda, esperar aquele açúcar derreter novamente, para, então, a carapinha achar o “ponto” [mas, não pode deixar muito na panela, senão vira rapadura!].
Então, inauguro aqui algo que já havia falado muito, antes de escrever esta crônica “o ponto da carapinha”. Agora vejo que há uma extrema similaridade entre o ponto da carapinha e o tempo da delicadeza. E, se pudesse resumir em uma palavra, esta palavra seria “atenção”. Quando cozinhamos, se a atenção dormir, de nada adianta termos medido com exatidão os ingredientes. Para a dança, se não tivermos atenção, há um ensimesmamento delirante, o qual faz com que o bailarino se perca em seu ego – e dali, é um passinho a mais e caiu na prepotência. E na vida? Ah, a vida...

Sou uma narradora e há tempos trabalho com as palavras de Walter Benjamin, desenvolvidas em seu texto “O Narrador”, porque com elas compreendi parte do meu papel no mundo. Parafraseando o autor, o narrador gosta de dar conselhos; parte de suas vivências para que sua experiência não morra em si, mas, que possa se desdobrar em pequenos recados, dicas e conselhos para outras pessoas. Pensando assim, diria que meu conselho nesta breve crônica, permeada por tantas narrativas, seria: “a atenção às ações nos faz aguçar a intuição para acertar as medidas”. Nossa, mas, que conselho incerto! Então, quer dizer que não há fórmulas? Exato. Há caminhos a se seguir. Não há garantias. Há sempre o risco. Estamos sim, a viver e compor momentaneamente nossa vida.
Há, então, o dia de hoje, à nossa espera para ser vivido. E isso nos requer a reinvenção e a reformulação das intenções, mesmo nas “coreografias mais codificadas”. Por certo, se há todo esse serviço a ser feito, a cada dia, poderia dizer que a sensação de “não querer viver nenhum dia que passou novamente” seria uma espécie de economia de energias. Otimização do tempo que nos cabe, ainda, aqui. Sim, para dar conta do que está ali, hoje.
Para querer [ou continuar a] viver nos dias que já passaram há um vasto dispêndio de energias, pois perdemos a oportunidade da (re)invenção do agora [e, que sorte ser “agora”, como já disse no poema “acabo de não morrer”]. E, vejam, inventar ou reinventar não necessita ser algo extraordinário. Não, o ordinário pode ser uma dádiva se a ele também conseguirmos direcionar um olhar, uma atenção, um tempo carregado de cuidados. Aquele tempo suficiente; da busca das medidas adequadas... das delicadezas.

Porto Alegre, escrito em 04 de julho de 2015.

Observação: Este texto só foi possível de ser escrito porque já fiz muita carapinha e muita coreografia na minha vida.

Reverência aos dois autores citados:
BENJAMIN, Walter. O narrador – Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1994. P. 197-221.
GIL, José. Movimento Total. São Paulo: Iluminuras, 2004. [a parte do livro que ele fala das defasagens está no capítulo “O gesto e o sentido”].

Reverência ao fotógrafo: Fank Jeske que captou o momento de uma ação que Daggi Dornelles me dirigiu, quando realizei uma participação num trabalho dela, juntamente com Tadeu Liesenfeld.
Minha ação exigia um cuidado estremo: eu atravessava o palco, numa caminhada no nível médio e precisava fazer uma trilha de farinha na beira do linóleo. O movimento da peneira tinha que ser coreografado, para a farinha cair espiralada... E também eu precisava cuidar da minha bola azul, a qual conferia todo um sentido para o trabalho.
Abaixo coloco algumas fotos desses parceiros de cena incríveis, lindos sob as lentes do não menos talentoso Frank Jeske. Obrigada a todos.




Ao final do trabalho, agradecimento...




sábado, 26 de outubro de 2013

Projeto super bacana da Eduardo Severino Cia de Dança, que estou participando, em 2013, como bailarina e coreógrafa, Manchas Urbanas - acesse o blog http://manchasurbanas.blogspot.com.br/ 

Fotos das intervenções que ocorreram no Centro Histórico de Porto Alegre, entre os dias 14 e 25 de outubro de 2013. Em 23 novembro, na Sala 209, workshop aberto ao público, gratuito! Aguardem informações para inscrições. Abaixo, três fotos de Fabrício Simões.



Abaixo, fotos de Juliana Mendes - uma de cada solo, na sequência: o meu solo, segue o do Luciano Tavares, da Cibele Sastre, da Andréa Spolaor e do Eduardo Severino.