quarta-feira, 1 de maio de 2019

Espetáculo Ensaio sobre o tempo

Ensaio sobre o tempo é um espetáculo sobre histórias de movimento compartilhadas. Desenvolve sua estética a partir de perguntas a respeito do corpo e do tempo no corpo.

O que chamamos de técnica é o tempo que fica em virtualidade em um corpo: tempo despendido para sua preparação, para a formação da obra em dança; tempo de ter ou de imaginar uma certa intencionalidade, a qual estará implicada em sua poética.
A dança não se fixa no tempo; precisa ser instaurada – sempre e uma vez mais – para que possa existir e se colocar em relação com o outro.
Nisso tudo reside um grande material de inspiração para o grupo Mimese. Assim, as discussões a respeito do tempo tornam possível a produção de material para a criação desse espetáculo.

Concebido e dirigido pela bailarina e professora do Curso de Licenciatura em Dança da UFRGS, Luciana Paludo, o Mimese cia de dança-coisa funciona como um Projeto de Extensão, vinculado ao Curso de Licenciatura em Dança da UFRGS - desde 2016; em 2019 está em sua 4ª edição. Nos seus trabalhos semanais, a discussão sobre o tempo é recorrente, principalmente nas questões que implicam ‘como guardar’, ‘como transmitir’, ‘como não deixar um movimento de dança morrer’. O ato de transmissão seria, então, para além de uma repetição de repertórios (quando isso for o caso), uma subversão do tempo e da própria natureza da dança. Nesse sentido, cada repetição é vista como uma (re)criação.
É isso, por fim, que está em jogo no espetáculo Ensaio sobre o tempo.

Luciana Paludo.

Fotos de Claudio Etges para o espetáculo "Ensaio sobre o tempo":














Links para trechos do espetáculo:

Versão de 2016, realizado na Casa Cultural Tony Petzhold em Porto Alegre.
https://www.youtube.com/watch?v=QYN1P6dgDpM 

Teaser da versão de 2017, realizado na Semana Cultural do Centro Cultural Santa Casa, Porto Alegre.
https://www.youtube.com/watch?v=qtZYwslBnZI





Um corpo bem de perto

Repertório

Um corpo bem de perto é um trabalho solo, de criação e execução de Luciana Paludo. Inspira-se em questões a respeito do ‘tempo transcorrido no corpo’. 
O corpo, matéria carregada de memória, comporta índices que denotam sua história, seu estar no mundo. Esse trabalho é uma ode à existência, permeada pelos movimentos da dança.

O espetáculo estreou em 2006 no Teatro de Arena, em Porto Alegre; nesse ano recebeu prêmio Açorianos de Dança como bailarina, coreografia e trilha sonora. Em 2007 viajou o Brasil através do Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança (como parte do espetáculo "Os humores do poeta". Nessa ocasião, foi apresentado em São Paulo, Curitiba, Votorantin (SP), Florianópolis e Porto Alegre. Eventos das artes cênicas e específicos da dança, também receberam o espetáculo, tais como, Porto Alegre em Cena (2007), Dança Alegre Alegrete (2010), I Encontro Nacional de Dança-Teatro (em Viçosa, 2009), entre outros.
Em 2019 pretende voltar à cena!
Abaixo, algumas fotos desse espetáculo:

Foto Claudio Etges, na Sala Alvaro Moreyra, Porto Alegre.

Foto Silvia Machado, na Galeira Olido, São Paulo.

Foto Silvia Machado, na Galeira Olido, São Paulo.

Foto Claudio Etges, na Sala Alvaro Moreyra, Porto Alegre.

Foto Antonio Carlos Cardoso, Sala Alvaro Moreyra, Porto Alegre.

Foto Cristina Lima, Teatro de Arena, Porto Alegre.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A VIDA E SEUS OFÍCIOS: A PRODUÇÃO CÊNICA E A DANÇA



O ofício da dança está relacionado à produção / materialização de cenas. Dobramos-nos e desdobramo-nos para isso. Esse texto é um escrito muito simples, em homenagem e reconhecimento aos trabalhadores que tornam possível que as ideias saiam de seus esboços e venham a termo, para serem compartilhadas.


Este texto foi escrito numa manhã de quarta-feira chuvosa em Porto Alegre, em que preparo uma aula da disciplina Produção Cênica, para os alunos do Curso de Licenciatura em Dança da UFRGS.

Seja qual for o âmbito da produção cênica em dança, diria que é um constante exercício de fôlego, de criatividade e de paciência. Labor minucioso se quisermos alçar voos mais altos, de modo a podermos materializar o idealizado. E, sobre o idealizado, por favor, não o subestimem! Idealizar é imaginar; é povoar o imaginário com imagens/cenas (im)possíveis. Imaginar é, ainda, criar um desejo, um plano a priori. Imaginar é também estar aberto para que o a priori se redimensione, a partir do momento em que começarmos a colocar ‘a mão na massa’ para realizar – e termos fôlego para imaginar bem rápido outra solução. O que podemos chamar de improvisação, na verdade são pequenas imagens e planos prévios que se anunciam e se reorganizam velozmente à imaginação, quando temos um intuito, ou, algo que nos mova a realizar.

E o que nos leva a querer estar nesse ofício, de produzir cenas? O que é necessário?
Volto à palavra paciência. Todos os dias. Fazer. A mesma coisa. A mesma coisa?
Será que, ao repetirmos uma cena [como bailarinos, atores, ensaiadores, diretores etc.], ou, ao viabilizarmos uma luz, um figurino ou um cenário para a cena estaremos fazendo a mesma coisa? Ou estaríamos, nós, atravessando novamente a corda bamba?
Sim, a tarefa pode ser "atravessar a corda bamba"... Mas, se tivermos que fazer essa tarefa todos os dias, a cada dia será preciso atualizar o modo de inventar esse fazer.
Para isso vamos desenvolvendo artimanhas - que, ao fim e ao cabo, chamamos de técnica(s). 
Essas artimanhas são atalhos. E, com esses atalhos [que se redimensionam, todos os dias, no próprio exercício do trabalho], podemos começar a jornada incessante de encurtar as distâncias entre intenção e gesto [tarefa de vida inteira, diga-se].
Na dança nada está dado. Podemos ter indicativos do que fazer, mas, até nos protocolos mais rígidos, esse fazer carece de nossa (re)invenção, a cada dia. Dessa maneira, "aquilo que não veio", ou "as defasagens" [citando uma ideia de José Gil, no artigo "O Gesto e o Sentido", no livro Movimento Total (São Paulo: Illuminuras, 2004)] são aspectos que nos movem a continuar.
Esse desejo de produzir e formar cenas nos torna (im)pacientes: como se fôssemos inquietos e resignados, ao mesmo tempo, pois, como já escrevi num poema "o corpo não se conforma" (em CORPO = MATERIAL).

*Luciana Paludo, 11 de outubro de 2017.

sábado, 1 de abril de 2017

"O corpo é" volta à cena em 13/05/2017

Foto Claudio Etges

O espetáculo O corpo é. com Eduardo Severino e Luciana Paludo volta à cena no dia 13 de maio de 2017, às 18:30, na Sala 209.

O espetáculo estreou em 16/07/2016, na 4ª edição do Projeto Luciana Paludo convida - Projeto contemplado com o Prêmio Açorianos de Dança, na categoria Formação e Difusão em Dança, em 2016.


O que inspira Luciana e Eduardo para este espetáculo é justamente a ‘matéria bruta’ que é o corpo. O trabalho para tornar o corpo sensível - para que essa ‘matéria’ resulte em possibilidades, de modo que possa formar uma obra em dança. 
Os artistas têm carreira consolidada como intérpretes e criadores. Em comum, o trabalho diário para manutenção do que julgam necessário para ser-estar em suas danças; também o trabalho em cooperação com outros artistas. Para além do gosto de estabelecer trocas e parcerias para a criação, acreditam que o trabalho colaborativo seja uma das estratégias de sobrevivência na arte.
Foto Luiz André Cancian

Leonardo Dias assina trilha sonora original, a partir de um poema homônimo de Luciana Paludo [O corpo é]. O espetáculo também conta com a colaboração de João Maldonado para compor, em cena junto com Leonardo, as sonoridades que estabelecem o jogo com os bailarinos criadores.
Ficha técnica:
Concepção coreográfica e dança: Luciana Paludo e Eduardo Severino
Trilha sonora: Leonardo Dias e João Maldonado
Iluminação: Karrah
Filmagem: Alessandra Kircher
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Serviço:
Dia 13 de maio de 2017 (sábado)
18:30 - Sala 209 da Usina do Gasômetro
Ingressos no local: R$ 20,00 / R$ 10,00 (estudante, classe artística e idosos)

Apoio: Eduardo Severino Cia de Dança; Ânima Cia de Dança; Projeto Usina das Artes - Secretaria Municipal de Cultura.
Realização: Mimese cia de dança coisa.


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Espaços sutis

A 6ª edição do 'Projeto Luciana Paludo convida', aconteceu na Sala 209 da Usina do Gasômetro, no dia 15/10/2016, no evento "Movimentos em colaboração", com a Eduardo Severino Cia de Dança.



A artista convidada foi a bailarina Thaís Petzhold e o espetáculo, resultado desse encontro chamamos de "Espaços sutis"



A simplicidade do encontro de dois corpos e suas histórias de dança. 
Os espaços sutis que se criam 'entre' esses corpos e tornam possível uma outra dança acontecer.





Ficha técnica do espetáculo Espaços sutis:
Atuação e concepção: Luciana Paludo e Thaís Petzhold.
Concepção e montagem de luz: Karrah Luz e Luciana Paludo.
Operação de luz: Luiz André Cancian
Fotos: Claudio Etges
Imagens em vídeo: Alessandra Kircher e Gabriela Paludo S
Apoio de produção: Adrielle Paulino e Eduardo Severino
Realização: Mimese cia de dança coisa.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Espaço on/off_Line

Espaço on/off_Line é o espetáculo que será apresentado na 5ª edição do Projeto Luciana Paludo convida. Elke Siedler é a artista convidada da edição que acontecerá no dia 27 de agosto, sábado, às 19:30, na Sala 209 da Usina do Gasômetro.



O espetáculo se inspira nas relações humanas: online, com os dispositivos de comunicação à distância; offline, a partir das possibilidades de encontros presenciais.
É a partir dessas duas espécies de encontros que se constitui a poética deste espetáculo.
Luciana e Elke iniciaram a trabalhar dessa maneira em 2007, na ocasião do espetáculo "Os humores do poeta" (de Luciana), na turnê realizada através da Caravana FUNARTE de Circulação Nacional - Dança; Elke foi a artista convidada dos "Humores..." em Florianópolis. Na ocasião, para a constituição do espetáculo, e-mails e o MSN eram as possibilidades para completar os dois encontros 'offline', ou, presenciais, que as duas coreógrafas/bailarinas tiveram. Agora os espaços 'online' se expandiram... whatsapp, Skype, messenger, ainda o e-mail.

Espaço on/off_Line trata dessa mescla de possibilidades de encontros que tecem as relações contemporâneas - e de como isso pode expandir, ou não, os desdobramentos desses encontros. As coisas em si não comportam destinos, é o uso que fazemos delas que tornam possíveis os acontecimentos.

As duas artistas têm peculiaridades em comum: desenvolvem carreira solo, com produção independente, há algum tempo; também elaboram, a partir de suas práticas, modos de preparar o corpo em dança, trabalhando com a própria preparação corporal e com o ensino da dança. No início de sua carreira, Elke foi bailarina do Grupo Cena 11.

Para esta edição, conta-se com os seguintes Apoios: Eduardo Severino Cia de Dança / Ânima Cia de Dança / Projeto Usina das Artes e Secretaria Municipal de Cultura.


Sobre o Projeto Luciana Paludo convida
O projeto estreou em 20 de março de 2016, tendo como convidado o bailarino Airton Rodrigues; em 30 de abril, o espetáculo "Dois corpos bem de longe", com o bailarino Douglas Jung, marcou a segunda edição, ambas na Sala 209 da Usina do Gasômetro. A terceira edição aconteceu em 29 de maio, com o bailarino Diego Mac, que dividiu a cena com Luciana na Casa Frasca, com o espetáculo "Leve um movimento para casa".  Na sua quarta edição, o projeto retornou à Sala 209, tendo como convidado o bailarino Eduardo Severino, com o espetáculo "O corpo é".

 O objetivo é que em cada edição esteja em jogo diferentes linguagens autorais que, ao entrarem em relação na mesma cena, encontrem modos de se (re)significarem; justamente pelas influências que o trabalho em colaboração pode exercer na criação em dança. 

O projeto é alimentado pela pergunta-movimento “o que move meu corpo até ele chegar à cena?”. Então, os artistas inventam seus movimentos-resposta, a partir da cooperação no trabalho de criação.
  

A metodologia de trabalho se realiza no seguinte sentido: no mês do espetáculo, os próprios artistas definem as maneiras de se encontrar para realizar a criação; isso faz parte da proposta e do projeto.

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Ficha Técnica:
Concepção coreográfica e dança: Luciana Paludo e Elke Siedler
Trilha: Pedro Rosa Paiva e Colorir; e, ao vivo, Elke Siedler - improvisação e composição com guitarra
Montagem e afinação de luz: Claudio Heinz
Operação de luz: Gabriel Martins
Operação de som: Ana Paula Reis
Apoio de produção: Adrielle Paulino, Ana Paula Reis e Eduardo Severino
Captação de imagens em vídeo: Alessandra Kircher e Gabriela Sulczinski
Fotógrafo do projeto: Cláudio Etges
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Ingressos no local: R$ 20,00 / R$ 10,00 (estudante, classe artística e idosos)
Apoio: Eduardo Severino Cia de Dança; Ânima Cia de Dança; Projeto Usina das Artes - Secretaria Municipal de Cultura.
Realização e produção: Mimese cia de dança-coisa.

domingo, 3 de julho de 2016

O corpo é.
Quarta edição do Projeto Luciana Paludo convida acontecerá no dia 16 de julho de 2016, 19h, na Sala 209 da Usina do Gasômetro. O bailarino e coreógrafo Eduardo Severino é o convidado.
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O corpo é parte de um conceito que já guiou um espetáculo do Mimese cia de dança coisa, em 2003. ‘O que você pensa a respeito do corpo?’ era a pergunta chave de 2003. Em 2016, com Eduardo Severino, essa pergunta se redimensiona.
O que inspira Luciana e Eduardo para esta edição é justamente esta ‘matéria bruta’ que é o corpo.
O trabalho para tornar o corpo sensível - para que essa ‘matéria’ resulte em possibilidades, de modo que possa formar uma obra em dança. 
Os artistas têm carreira consolidada como intérpretes e criadores. Em comum, o trabalho diário para manutenção do que julgam necessário para ser-estar em suas danças; também o trabalho em cooperação com outros artistas. Para além do gosto de estabelecer trocas e parcerias para a criação, acreditam que o trabalho colaborativo seja uma das estratégias de sobrevivência na arte.
 
Fotos divulgação Luiz André Cancian
 Para esta edição, Leonardo Dias assina trilha sonora original, a partir de um poema homônimo de Luciana Paludo [O corpo é]. Também, teremos “o convidado do convidado”: Eduardo Severino convidou o músico João C. Maldonado para colaborar com a cena do espetáculo.
Sobre o Projeto Luciana Paludo convida:
O projeto estreou em 20 de março de 2016, tendo como convidado o bailarino Airton Rodrigues; em 30 de abril, com o bailarino Douglas Jung, foi realizada a segunda edição, ambas na Sala 209 da Usina do Gasômetro. A terceira edição aconteceu em 29 de maio, com o bailarino Diego Mac, que dividiu a cena com Luciana na Casa Frasca - Espaço Cultural situado na Av. Independência, 426.  Para a quarta edição o projeto retorna à Sala 209, tendo como convidado o bailarino Eduardo Severino, para encerrar a programação do primeiro semestre.

 O objetivo é que em cada edição esteja em jogo diferentes linguagens autorais que, ao entrarem em relação na mesma cena, encontrem modos de se (re)significarem; justamente pelas influências que o trabalho em colaboração pode exercer na criação em dança. 

O projeto é alimentado pela pergunta-movimento “o que move meu corpo até ele chegar à cena?”. Então, os artistas inventam seus movimentos-resposta, a partir da cooperação no trabalho de criação.
  

A metodologia de trabalho se realiza no seguinte sentido: no mês do espetáculo, os próprios artistas definem as maneiras de se encontrar para realizar a criação; isso faz parte da proposta e do projeto.

Para o segundo semestre de 2016, estão previstas apresentações com Elke Siedler (agosto), Carla Vendramin (setembro), Thais Petzhold (outubro). Mais dois artistas serão convidados durante o ano, para as edições de novembro e dezembro.

Ficha Técnica:
Concepção coreográfica e dança: Luciana Paludo e Eduardo Severino
Trilha sonora: Leonardo Dias e João Maldonado
Concepção de Luz: Kyrie Isnardi 
Operação de Luz: Ricardo Simões
Produção: Ana Paula Reis e Mimese cia de dança-coisa
Assistente de produção: Adrielle Paulino
Fotos de divulgação desta edição: Luiz André Cancian
Fotógrafo do projeto: Cláudio Etges
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Ingressos no local: R$ 20,00 / R$ 10,00 (estudante, classe artística e idosos)
Apoio: Eduardo Severino Cia de Dança; Ânima Cia de Dança; Projeto Usina das Artes - Secretaria Municipal de Cultura.
Realização: Mimese cia de dança coisa.