domingo, 5 de novembro de 2023

Por que elas dançam? (2022)

Deixo um registro aqui da primeira apresentação em palco que realizei após o período de isolamento social, devido à pandemia da Covid-19.

Aqui quem escreve é a Lu (Luciana Paludo). Deixo registrado aqui a minha participação como bailarina e coreógrafa na programação da Exposição “Modernas eram elas”, organizada e produzida pelo Centro Municipal de Dança de Porto Alegre, em parceria com o Instituto Goethe dessa cidade. Na apresentação, ocorrida no dia 04 de outubro de 2022, às 19h, apresentei dançando a obra coreográfica “Por que elas dançam?”, com trilha sonora de João Maldonado, a qual foi executada ao vivo. Em seguida, mediei uma conversa sobre composição coreográfica e a dança.

Agradeço ao Centro de Dança, especialmente à Clarice a ao Airton, pelo convite e pelo suporte dado à produção, nesse dia. Em breve trarei registros imagéticos para cá. Por ora, deixo uma imagem de um momento que responde um pouco à pergunta que dá título a esse trabalho.



Foto Laércio Sulczinski

Link para trecho da apresentação: https://youtu.be/R14d4kBHiH8

Protocolos para um abraço (2021)

Protocolos para um abraço

Um trabalho que trata de distâncias e de possibilidades. Propõe um olhar para um passado recente, de diversas ausências e cria espaços de respiros para invenções possíveis; para estarmos juntos, novamente, num presente e num futuro.

Dois amigos que ficaram distantes por quase dois anos e tudo que eles mais queriam era dançar juntos novamente e dar um abraço. Essa é a história dos intérpretes dessa dança, mas, é a história de tantas outras pessoas também. Quais os esforços que teremos de fazer para instaurar os (re)encontros, a partir de agora? Quais as brechas possíveis que teremos que cavar ou inventar, para transitar por um mundo pós covid-19? A arte pergunta, mas também propõe.

Entre gestos e sons, a obra cria imagens poéticas, entre as cores e o acaso do vento forte, do dia em que foi realizada a captação das imagens. Na edição do vídeo, o cuidado para entremear as captações, de modo a evidenciar o que de mais sensível nos moveu para essa dança.

Intérpretes criadores: Luciana Paludo e Luciano Tavares

Vídeo e edição: Alessandra Kircher

Trilha sonora: João Maldonado (Álbum Solitude, 2021)

Concepção e direção: Luciana Paludo

Realização: Departamento de Difusão Cultural, Pró Reitoria de Extensão, Ponto UFRGS e Mimese cia de dança-coisa

Apoio: Museu da UFRGS

Assista ao vídeos:

Protocolos para um abraço

Reportagem TV UFRGS






Anos da Pandemia da Covid-19 (2020-2022)

 No ano de 2020 estávamos prontas para dar continuidade aos Degustações de Movimento com o Mimese, mas, em março daquele ano, fomos acometidos por uma pandemia, em escala mundial...

É uma longa história, que está amplamente documentada, em todo o nosso Planeta Terra.

Nossas ações começaram a ser realizadas em abril de 2020, de forma remota, pelo Facebook e Instagram da Luciana Paludo. Como o Departamento de Difusão Cultural (DDC) da UFRGS era parceiro, no oferecimento do Degustação de Movimentos, o Canal do DDC repostava os vídeos no seu canal do YouTube.

Em tempo traremos aqui os links de alguns desses vídeo-aulas.

Por ora, eu Luciana Paludo, que alimento este blog (que estava parado desde 2019) estou ocupada em realizar um esboço de registros, sinalizando as atividades do Mimese que, desde 2016, desenvolve seus trabalhos com vínculo ao Projeto de Pesquisa de Linguagem Autoral em Dança.

Temos alguns textos produzidos sobre essas questões, mas, preciso de uma força tarefa para conseguir colocar em dia tudo o que fizemos nesses tempos. 

O Mimese voltou aos trabalhos presenciais em agosto de 2022, quando a Universidade Federal do Rio Grande do Sul voltou 100% à presencialidade (sim, devido às medidas restritivas para a contenção da pandemia, passamos longos períodos em trabalhos totalmente remotos; depois trabalhamos de forma híbrida e, finalmente em agosto de 2022, pudemos voltar à presencialidade).

Imagem de tela de um Degustação de Movimentos, 2020.


Degustação de Movimentos com o Mimese - 2019

 

Degustação de movimentos com o Mímese cia de dança-coisa - 2019

O Mímese cia de dança-coisa é um projeto destinado à pesquisa de movimento, atuação cênica e produção de arte. Visa proporcionar espaço e tempo para a reflexão e a construção de movimentos, os quais são trabalhados em aulas de dança e se desdobram em composições coreográficas, performances e espetáculos, para compartilhamento com públicos diversos. Fundado em 2002 pela bailarina e professora Luciana Paludo, desde 2016 é desenvolvido como um Projeto de Extensão, vinculado ao Curso de Dança da Ufrgs. Desde 2018 conta com o apoio do Departamento de Difusão Cultural Ufrgs e, em 2019, também, do Centro Cultural Ufrgs.

Degustação de Movimentos com o Mímese em 2019, aconteceu duas vezes por mês, às sextas-feiras, das 11h às 12h, no Salão de Festas da Reitoria [ou nas dependências do Centro Cultural]. A agenda era divulgada no facebook do grupo e do Centro Cultural e Difusão Cultural Ufrgs. No Degustação, o público pôde assistir a trechos do repertório do grupo e, ao final, experimentar alguns movimentos para compreender, no fazer-corpo, a poética do grupo.

Princípios que foram trabalhados: Respiração; cuidado com as articulações, antes de movê-las; possibilidades de tornar o movimento dançado e coreografado. O vocabulário de movimentos parte da investigação do grupo, dirigido pela professora Luciana Paludo. A metodologia desse trabalho é discutida e sistematizada através de um projeto de pesquisa [Pesquisa de Linguagem Autoral em Dança], desde 2016.

Como as pessoas puderam participar: Era só chegar. Qualquer pessoa podia participar.

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Degustação de movimentos com o Mímese - 2019

De junho a dezembro de 2019

Duas sextas-feiras de cada mês

11h às 12h

Salão de Festas da Reitoria – Anexo I, 2º Andar

*Quando o Salão de Festas esteve ocupado com outra programação, o Degustação ocorreu no Centro Cultural Ufrgs.

As edições foram realizadas nos seguintes dias:

Junho: 14 e 28/06

Julho: 12 e 19/07

Agosto: 16 e 30/08

Setembro: 13 e 27/09

Outubro: 11 e 25/10

Novembro: 08 e 22/11

Dezembro: 13/12 – Degustação Final

Direção e coordenação: Luciana Paludo

Acesse o Link para conhecer um pouco da dinâmica do projeto:

Degustação Final 2019




 






quarta-feira, 1 de maio de 2019

Espetáculo Ensaio sobre o tempo

Ensaio sobre o tempo é um espetáculo sobre histórias de movimento compartilhadas. Desenvolve sua estética a partir de perguntas a respeito do corpo e do tempo no corpo.

O que chamamos de técnica é o tempo que fica em virtualidade em um corpo: tempo despendido para sua preparação, para a formação da obra em dança; tempo de ter ou de imaginar uma certa intencionalidade, a qual estará implicada em sua poética.
A dança não se fixa no tempo; precisa ser instaurada – sempre e uma vez mais – para que possa existir e se colocar em relação com o outro.
Nisso tudo reside um grande material de inspiração para o grupo Mimese. Assim, as discussões a respeito do tempo tornam possível a produção de material para a criação desse espetáculo.

Concebido e dirigido pela bailarina e professora do Curso de Licenciatura em Dança da UFRGS, Luciana Paludo, o Mimese cia de dança-coisa funciona como um Projeto de Extensão, vinculado ao Curso de Licenciatura em Dança da UFRGS - desde 2016; em 2019 está em sua 4ª edição. Nos seus trabalhos semanais, a discussão sobre o tempo é recorrente, principalmente nas questões que implicam ‘como guardar’, ‘como transmitir’, ‘como não deixar um movimento de dança morrer’. O ato de transmissão seria, então, para além de uma repetição de repertórios (quando isso for o caso), uma subversão do tempo e da própria natureza da dança. Nesse sentido, cada repetição é vista como uma (re)criação.
É isso, por fim, que está em jogo no espetáculo Ensaio sobre o tempo.

Luciana Paludo.

Fotos de Claudio Etges para o espetáculo "Ensaio sobre o tempo":














Links para trechos do espetáculo:

Versão de 2016, realizado na Casa Cultural Tony Petzhold em Porto Alegre.
https://www.youtube.com/watch?v=QYN1P6dgDpM 

Teaser da versão de 2017, realizado na Semana Cultural do Centro Cultural Santa Casa, Porto Alegre.
https://www.youtube.com/watch?v=qtZYwslBnZI





Um corpo bem de perto

Repertório

Um corpo bem de perto é um trabalho solo, de criação e execução de Luciana Paludo. Inspira-se em questões a respeito do ‘tempo transcorrido no corpo’. 
O corpo, matéria carregada de memória, comporta índices que denotam sua história, seu estar no mundo. Esse trabalho é uma ode à existência, permeada pelos movimentos da dança.

O espetáculo estreou em 2006 no Teatro de Arena, em Porto Alegre; nesse ano recebeu prêmio Açorianos de Dança como bailarina, coreografia e trilha sonora. Em 2007 viajou o Brasil através do Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança (como parte do espetáculo "Os humores do poeta". Nessa ocasião, foi apresentado em São Paulo, Curitiba, Votorantin (SP), Florianópolis e Porto Alegre. Eventos das artes cênicas e específicos da dança, também receberam o espetáculo, tais como, Porto Alegre em Cena (2007), Dança Alegre Alegrete (2010), I Encontro Nacional de Dança-Teatro (em Viçosa, 2009), entre outros.
Em 2019 pretende voltar à cena!
Abaixo, algumas fotos desse espetáculo:

Foto Claudio Etges, na Sala Alvaro Moreyra, Porto Alegre.

Foto Silvia Machado, na Galeira Olido, São Paulo.

Foto Silvia Machado, na Galeira Olido, São Paulo.

Foto Claudio Etges, na Sala Alvaro Moreyra, Porto Alegre.

Foto Antonio Carlos Cardoso, Sala Alvaro Moreyra, Porto Alegre.

Foto Cristina Lima, Teatro de Arena, Porto Alegre.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A VIDA E SEUS OFÍCIOS: A PRODUÇÃO CÊNICA E A DANÇA



O ofício da dança está relacionado à produção / materialização de cenas. Dobramos-nos e desdobramo-nos para isso. Esse texto é um escrito muito simples, em homenagem e reconhecimento aos trabalhadores que tornam possível que as ideias saiam de seus esboços e venham a termo, para serem compartilhadas.


Este texto foi escrito numa manhã de quarta-feira chuvosa em Porto Alegre, em que preparo uma aula da disciplina Produção Cênica, para os alunos do Curso de Licenciatura em Dança da UFRGS.

Seja qual for o âmbito da produção cênica em dança, diria que é um constante exercício de fôlego, de criatividade e de paciência. Labor minucioso se quisermos alçar voos mais altos, de modo a podermos materializar o idealizado. E, sobre o idealizado, por favor, não o subestimem! Idealizar é imaginar; é povoar o imaginário com imagens/cenas (im)possíveis. Imaginar é, ainda, criar um desejo, um plano a priori. Imaginar é também estar aberto para que o a priori se redimensione, a partir do momento em que começarmos a colocar ‘a mão na massa’ para realizar – e termos fôlego para imaginar bem rápido outra solução. O que podemos chamar de improvisação, na verdade são pequenas imagens e planos prévios que se anunciam e se reorganizam velozmente à imaginação, quando temos um intuito, ou, algo que nos mova a realizar.

E o que nos leva a querer estar nesse ofício, de produzir cenas? O que é necessário?
Volto à palavra paciência. Todos os dias. Fazer. A mesma coisa. A mesma coisa?
Será que, ao repetirmos uma cena [como bailarinos, atores, ensaiadores, diretores etc.], ou, ao viabilizarmos uma luz, um figurino ou um cenário para a cena estaremos fazendo a mesma coisa? Ou estaríamos, nós, atravessando novamente a corda bamba?
Sim, a tarefa pode ser "atravessar a corda bamba"... Mas, se tivermos que fazer essa tarefa todos os dias, a cada dia será preciso atualizar o modo de inventar esse fazer.
Para isso vamos desenvolvendo artimanhas - que, ao fim e ao cabo, chamamos de técnica(s). 
Essas artimanhas são atalhos. E, com esses atalhos [que se redimensionam, todos os dias, no próprio exercício do trabalho], podemos começar a jornada incessante de encurtar as distâncias entre intenção e gesto [tarefa de vida inteira, diga-se].
Na dança nada está dado. Podemos ter indicativos do que fazer, mas, até nos protocolos mais rígidos, esse fazer carece de nossa (re)invenção, a cada dia. Dessa maneira, "aquilo que não veio", ou "as defasagens" [citando uma ideia de José Gil, no artigo "O Gesto e o Sentido", no livro Movimento Total (São Paulo: Illuminuras, 2004)] são aspectos que nos movem a continuar.
Esse desejo de produzir e formar cenas nos torna (im)pacientes: como se fôssemos inquietos e resignados, ao mesmo tempo, pois, como já escrevi num poema "o corpo não se conforma" (em CORPO = MATERIAL).

*Luciana Paludo, 11 de outubro de 2017.